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Software que alguém consegue explicar depois.

Quatro princípios que decidem as escolhas técnicas daqui, e uma nota honesta sobre onde a Ballitech é a escolha errada.

A Ballitech existe para uma situação específica: quando a decisão que o sistema tomou vai ser questionada por um cliente, por um auditor ou por um órgão público, e alguém da sua equipe vai ter que dizer por quê. Os quatro princípios abaixo saem todos disso.

  1. O número que aparece na tela foi medido.

    Quando esta página diz 36 de 36 distribuidoras e 83 regras, esses são os números que estavam lá no dia em que a fonte foi lida, e a data da leitura está escrita ao lado. Número redondo sem data é chute com aparência de fato.

  2. O dado vem direto do órgão.

    ANEEL, PNCP, Compras.gov.br: o sistema lê o endereço que o próprio órgão publica, não uma planilha que alguém baixou em março. Quando a fonte não tem o dado, isso aparece escrito na tela como estimativa, e não some dentro de um número bonito.

  3. O que não dá para explicar não decide nada.

    Modelo de linguagem entra onde ele encurta trabalho: ler, resumir, classificar rascunho. Onde existe consequência, quem decide é critério escrito, que pode ser lido, discutido e corrigido por uma pessoa. Não é desconfiança da tecnologia, é saber quem responde pela resposta.

  4. Ferramenta madura ganha da ferramenta nova.

    A escolha técnica não é sobre o que é interessante de escrever, é sobre o que ainda vai ter documentação, comunidade e gente que saiba mexer no ano em que você precisar mudar alguma coisa. Por isso a lista de ferramentas desta casa é curta e chata.

Onde a Ballitech não é a melhor escolha.

Se o que você precisa é uma página institucional no ar em uma semana, existem construtores prontos que fazem isso melhor e mais barato do que nós. Se o que você precisa é alguém que diga sim para o escopo inteiro na primeira reunião, também não somos nós: o primeiro passo aqui é reduzir o pedido até sobrar a parte que resolve o problema.

O trabalho começa a fazer sentido quando existe um processo que já acontece hoje na mão, com regra própria, volume que cansa e alguém que sofre com o erro.

Conte o problema. Dizemos se dá e quanto custa.

Valores a partir de. O escopo fechado sai depois da primeira conversa.

De onde vem o dado hoje, quem usa e o que está travando.