Software que alguém consegue explicar depois.
Quatro princípios que decidem as escolhas técnicas daqui, e uma nota honesta sobre onde a Ballitech é a escolha errada.
A Ballitech existe para uma situação específica: quando a decisão que o sistema tomou vai ser questionada por um cliente, por um auditor ou por um órgão público, e alguém da sua equipe vai ter que dizer por quê. Os quatro princípios abaixo saem todos disso.
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O número que aparece na tela foi medido.
Quando esta página diz 36 de 36 distribuidoras e 83 regras, esses são os números que estavam lá no dia em que a fonte foi lida, e a data da leitura está escrita ao lado. Número redondo sem data é chute com aparência de fato.
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O dado vem direto do órgão.
ANEEL, PNCP, Compras.gov.br: o sistema lê o endereço que o próprio órgão publica, não uma planilha que alguém baixou em março. Quando a fonte não tem o dado, isso aparece escrito na tela como estimativa, e não some dentro de um número bonito.
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O que não dá para explicar não decide nada.
Modelo de linguagem entra onde ele encurta trabalho: ler, resumir, classificar rascunho. Onde existe consequência, quem decide é critério escrito, que pode ser lido, discutido e corrigido por uma pessoa. Não é desconfiança da tecnologia, é saber quem responde pela resposta.
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Ferramenta madura ganha da ferramenta nova.
A escolha técnica não é sobre o que é interessante de escrever, é sobre o que ainda vai ter documentação, comunidade e gente que saiba mexer no ano em que você precisar mudar alguma coisa. Por isso a lista de ferramentas desta casa é curta e chata.
Onde a Ballitech não é a melhor escolha.
Se o que você precisa é uma página institucional no ar em uma semana, existem construtores prontos que fazem isso melhor e mais barato do que nós. Se o que você precisa é alguém que diga sim para o escopo inteiro na primeira reunião, também não somos nós: o primeiro passo aqui é reduzir o pedido até sobrar a parte que resolve o problema.
O trabalho começa a fazer sentido quando existe um processo que já acontece hoje na mão, com regra própria, volume que cansa e alguém que sofre com o erro.